O partido político é…
O PMDB de Ponta Grossa está sob ameaça do vice-governador Orlando Pessuti de sofrer a humilhação de ver seus principais nomes serem apeados dos cargos em que se encontram na estrutura do governo do Estado, tanto em Curitiba, quanto por aqui, caso não apresente, para as eleições do ano que vem, nomes representativos para disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Essa advertência importante de Pessuti merece ter a consideração do papel inservível do instituto do partido político, hoje, para a sociedade brasileira, a começar pelo fato de o partido político não ser, a rigor, uma instituição séria. Se fosse, sérios também haveriam de ser os seus integrantes. Ou, pelo menos, a maioria deles, e não estaríamos a assistir a vergonha escandalosa da corrupção generalizada, que começa aqui em Ponta Grossa, passa por Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Criciúma, Pien e vai bater, com força e repercussão, em Brasília.
Mas, o caso merece ser trazido para o nosso pequeno mundo, aqui de Ponta Grossa, porque nossos dirigentes partidários locais bem que poderiam fazer a diferença da realidade nacional, como faz, por exemplo, o presidente estadual do PTN e secretário municipal de Recursos Humanos, José Elizeu Chociai, que cumpre um calendário de reuniões, toda a primeira segunda-feira do mês. Chociai merece servir de exemplo na organização partidária nacional, porque se todos os partidos se reunissem, uma vez por mês, em cada município, o ganho da sociedade seria enorme. E o partido político seria, sim, um bem valioso da população.
No caso específico do PMDB, esse partido poderia ser o elo de ligação da comunidade de Ponta Grossa com o governo do Estado. Só que, para isso, seus dirigentes precisariam ser dedicados, competentes e comprometidos com o interesse público de nossa coletividade, muito antes, do compromisso com o interesse próprio dos empregos ao grupo fechado dos dirigentes e seus mais próximos correligionários.
O partido, se competentemente dirigido, abrigaria os pleitos da comunidade e os encaminharia aos órgãos competentes do governo do Estado, empenhando-se pela solução. Promoveria encontros, debates, questionamentos, mostrando-se vivo e a serviço do bem comum. E, aí, teria, com absoluta certeza, meia dúzia de nomes influentes e representativos para compor chapas nas eleições do ano que vem, em busca de cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. E, nem de longe, teria de passar pelo constrangimento da advertência e da ameaça do vice-governador em demitir, no ano que vem, esses dirigentes aproveitadores do partido para se garantir em empregos do governo.
E seria tão fácil e tão importante, seja para a comunidade, seja para o governo, seja para o próprio partido.
Sem exagero, valeria a pena imaginar o José Elizeu Chociai na presidência do PMDB, tendo ao seu lado o vereador Edilson Fogaça de Almeida, seu companheiro de todas as horas na organização e funcionamento do PTN. Esses dois fariam chover no PMDB e dariam, seguramente, um grande e bonito exemplo de utilidade do instituto do partido político.
Perguntar não ofende: Com a renúncia de Carli Filho, os deputados respiram aliviados?